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Ranicultura
´91 Por: Silvia
C. Reis Pereira Mello |
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Um novo sistema de engorda vertical, o Ranamig, foi lançado no mercado. Neste, as rãs são alojadas em andares sobrepostos. A idéia, ao que parece, seguiu o principio da criação em gaiolas desenvolvido pelo Instituto de Pesca de São Paulo, mas, o Instituto vem. utilizando as gaiolas com o objetivo de determinar metodologias de pesquisa, ainda estando em estudo o seu uso à nivel comercial. Diversos criadores, estão usando a idéia baisica desse sistema com modificações e experimentando o equipamento. Ainda é muito cedo para falar-mos do desempenho dos animais, haja visto, que ainda não dispomos de uma produção de carne significativa neste sistema, nem infonnações técnico-científicas, de 6rgãos de pesquisa, mas acompanha_en_s estão sendo feitos à nivel de campo. . Outro avanço foi com relação as pmticas de manejo utilizadas, entre elas, o manejo prof1litico dos animais e instalações, que reduziram o índice de mortalidade de 50% em 1988 para 28% em 1991. Na tabela 1 estai o resumo da produ;cão nacional de carne de rã. Cabe salientar que, por terem sido recentemente implantadas em 1991, muitas anfigranjas cuja capacidade de produção era de 46 mil kg, não trabalharam com capacidade plena. e a digestibilidade dos ingredientes utilizados nas rações em todas as fases do ciclo vital das rãs. Seguindo as sugestões dos pesquisadores da úea, as rãs vem sendo alimentadas com rações peletizadas e extrusadas para trutas (peixes carnívoros) por serem os peixes próximos dos anfIbios na escala zool6gica e ser este grupo bem estudado. Com o fortalecimento da atividade, grandes fabricantes de ração comecaram a se interessar e ver na ranicultura um mercado promissor. Recentemente a Mogiana I\limentos S.A. lançou sua ração experimental para engorda (DaRã) e que vem passando por aperfeiçoamentos. A Vitasa Com. eExp. Ltda.jicomercializa ração facelada para girinos, estando o seu uso restrito a poucos produtores. O avanço das pesquisas, aliado ao interesse dos fabricantes de ração em entrar no mercado, devem acarretar, em futuro próximo, um grande avanço na alimentação de rãs.
PROCESSAMENTO A maioria dos ranirios são de pequeno a médio porte. O abate dessas rãs vem sendo feito dentro das condições higiênico-sanitairias satisfat6rias seguindo a metodologia de abate padronizada pelo Ministério da Agricultura - MARA. A meta das associações e entidades de classe é ter um abatedouro-frigorífico comum a todos os produtores para o abate em intalações ideais confonne as exigências do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Apesar do número reduzido, muitos dos abatedourosfrigoríficos existentes hoje, operam no vennelho com um alto custo de operacionalização e manutenção. Assim as 'empresas-ranirios' mesmo ji possuindo abatedouros-frigoríficos, começam a comercializar animais vivos para o mercado externo. Os produtores precisam de uma legislação mais adequada ao seu porte de produção viabilizando dessa maneira a construção de um abatedourofrigorífico para o seu produto. ALIMENTAÇÃO Na fase inicial de engorda, as rãs precisam de um estímulo para iniciar o consumo de ração. A mosca doméstica criada em confmamento, alimentada com leite e açúcar na fase adulta e com ração na fase larvar ainda é o atrativo mais usado. A larva é consorciada na proporção de 30 a 5 % com a ração até a sua eliminação total. Já não se faz uso de sub-produtos de entrepostos de pesca e abatedouros para a obtenção de larvas pois esse tipo de procedimento levou ao fechamento muitos ranairios por problemas de ordem sanitairia. O uso do cacho vibrat6rio ainda passa por estudos de viabilização. No ano de 1991, de acordo com levantamento realizado pela ARERJ no estado do RJ, a conversão alimentar no setor de engorda melhorou significativamente. De 4:1 em 1989 a taxa de conversão caiu para 2,4:1 em 1991. Esta melhoria deveu-se à disponibilidade de ração a um custo relativamente baixo, viabilizado pela compra em conjunto, pela ARERJ e ABRAT, possibilitando uma maior padronização do tempo de engorda e um melhor desempenho dos animais. Ainda pemanecem desconhecidas as exigências nutricionais PROBLEMAS E SOLUÇÕES Os problemas ainda são muitos. A ranicultura não possui um pacotetecno16gico fechado, a exemplo da avicultura e suinocultura. Atualmente muitos problemas estão sendo apenas contornados e virias pesquisas estão em andamento. A inexistência de linhagens comerciais que venham a responder de maneira satisfat6ria às evoluções nas instalações, manejo e nutrição é hoje o fator mais limitante e isto sem resolvido através de um rigoroso trabalho de melhoramento genético. Quanto às soluções; 1991 marcou a união de pesquisadores e técnicos em ranicultura de todo o País. Duas reuniões importantes foram realizadas na Universidade Federal de Viçosa - MO, onde foram discutidos problemas e soluções praiticas, andamento, observações e metodologias aplicadas na pesquisa.
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